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No Macapá, unidades de saúde referências no combate ao coronavírus trabalham no limite


Estado do Amapá não consegue contratar médicos para atuar no combate à Covid-19

Estado do Amapá não consegue contratar médicos para atuar no combate à Covid-19

No Amapá, a velocidade de casos e óbitos tem aumentado nos últimos dias e faltam leitos e médicos nas unidades de saúde.

As três unidades básicas de saúde que são referência no combate da Covid-19 em Macapá trabalham no limite. Os pacientes não deveriam ficar internados no local, mas não há leitos disponíveis na rede pública estadual.

Duas pessoas já morreram e, sem médicos, os parentes têm que improvisar.

A prefeitura abriu uma chamada pública para contratar 50 médicos, mas só seis se apresentaram.

“Você pode ser pobre, rico, médio. Não tem na rede privada, não tem na rede pública. Se tivesse leito, não tem médico”, explica Clécio Luís, prefeito de Macapá.

O governo do estado enfrenta o mesmo problema. Das 115 vagas abertas, só 14 médicos se apresentaram.

O técnico de enfermagem Jefferson Dias foi internado com a Covid-19 e viu de perto a falta de atendimento aos pacientes.

“Eu vi o primeiro óbito já no primeiro dia que eu estava lá, depois foi morrendo gente, e aí eu comecei a me desesperar: 13 dias de internação, 16 óbitos”, afirma.

O governo vai decretar o lockdown em todo o estado a partir de terça-feira (19) por dez dias. Vão funcionar apenas os serviços essenciais como supermercados, farmácias e bancos. Quem descumprir as regras vai ter o alvará cassado e pode levar uma multa de R$ 5 mil. As pessoas também vão ser proibidas de circular em locais públicos, como praças.

A prefeitura de Macapá ainda vai implantar o rodízio de veículos, com o objetivo de diminuir a circulação em 50%. Só poderá se deslocar quem comprovar a necessidade.

Fonte: G1