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Sul de Minas atinge nível recorde de isolamento social após duas semanas de onda roxa, aponta estudo


Professor de epidemiologia analisa situação da Covid-19 durante a onda roxa

Professor de epidemiologia analisa situação da Covid-19 durante a onda roxa

A onda roxa completou duas semanas de vigência no Sul de Minas nesta semana, mas os dados ainda apontam que a tendência de novos casos, mortes e internações por Covid-19 ainda é crescente no Sul de Minas. De acordo com o professor de epidemiologia da Unifal, Sinésio Inácio da Silva, a boa notícia é que pela primeira vez o índice de isolamento social da região chegou a 47%. Antes, o maior número tinha sido de 42%.

“Os números não são muito animadores, mas eles indicam que se, se nós mantivemos o isolamento inicial que inéditamente atingimos no Sul de Minas, 47%, o recorde tinha sido 42%, e continuarmos nesse ritmo de isolamento social para chegar para mais de 50%, isso vai significar em frutos colhidos para podermos voltar pelo menos à onda vermelha, a exemplo da região Norte, Noroeste e Triângulo Norte do Estado, que são prova viva que essas medidas têm efeito. Os 10 dias (de prorrogação da onda roxa) é um tempo importante, se mantivermos firmes nesse esforço coletivo, com o compromisso de cada um, é para se colher efeitos positivos sim”, disse o professor em entrevista nesta quinta-feira (1º), à EPTV Sul de Minas, Afiliada Rede Globo.

Com duas semanas de onda roxa, o Sul de Minas ainda não apresentou melhora, mas outras regiões que já estavam com restrições anteriormente já apresentam resultados.

“Nós não podemos dizer que não houve efeito nenhum. Houve uma melhora muito pequena se nós consideramos Minas Gerais em todas as regiões. Como foi dito aí, a região Triângulo Norte a Oeste apresenta uma tendência de queda e houve uma estabilidade em termos de novos casos para a região Leste-Sul, Norte, Noroeste e Triângulo-Sul. No início da onda roxa, das 14 regiões de saúde, 12 estavam em crescimento de casos novos, hoje oito e onde o melhor efeito de diminuição no ritmo de contágio, exatamente naquelas regiões que inicialmente começaram a onda roxa. No entanto, o Sul de Minas e Minas Gerais como um todo, apresentam ainda tendência de crescimento em casos, internações e óbitos”, disse o professor.

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Professor Sinésio Inácio da Silva, da Unifal, fala sobre efeitos da onxa roda no Sul de Minas — Foto: Reprodução EPTV

Professor Sinésio Inácio da Silva, da Unifal, fala sobre efeitos da onxa roda no Sul de Minas — Foto: Reprodução EPTV

Ainda conforme o professor, o fator de crescimento da doença diminuiu, mas os números ainda exigem cautela.

“É uma questão da gente lembrar que os casos, que estão redundando ainda, resultando em mortes neste momento, são casos que surgiram no início da onda roxa, são casos que são advindos de contágios antes da onda roxa e na primeira semana dela, ainda com balanço de duas semanas, a gente não veria muito avanço nisso, em termos de internações e mortes. Mas em termos de número de casos, nós já temos alguma luzinha, porque em termos do chamado fator de crescimento, que ele estava em 1,2 na primeira semana, no dia do início da onda roxa, foi para 1,4 na primeira semana e agora está em 1,1, ou seja, é uma estimativa de quantas pessoas são contaminados por cada um que é infectada, tipo, hoje 10 pessoas estariam infectando 11. No início da onda roxa eram 10 para 12 e na primeira semana da onda roxa eram 10 para 14. Em termos de casos novos, a gente tem um pequeno avanço, mas em termos de mortes ainda é prematuro colher os resultados positivos”, disse ele.

Segundo o especialista, as maiores cidades da região registram estabilidade no número de novos casos no momento, mas o crescimento em cidades com menos de 30 mil habitantes, preocupa.

“Quando a gente observa as 10 maiores cidades, a gente vê naquele critério do crescimento da média móvel semanal em comparação com 14 dias antes, ontem Alfenas, Itajubá, Lavras, Varginha, apresentavam estabilidade no aumento de casos, no entanto as regionais de saúde dessas cidades têm um registro de tendência de aumento e a explicação, é preciso pensar integradamente, essas pequenas cidades, que juntas significam um contingente populacional significativo, podem alimentar ainda a escalada da curva epidêmica, e gerar demanda por internação nos leitos já praticamente escassos nas maiores cidades”, disse ele.

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Fonte: G1