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Tag: Nazismo

A batalha judicial contra a deportação do último nazista do Canadá

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O passado nazista persegue Helmut Oberlander, de 97 anos, e também o Canadá. O país norte-americano combateu na Segunda Guerra Mundial o regime de Adolf Hitler e recebeu milhares de pessoas que sobreviveram à barbárie, mas também se transformou em refúgio de alguns carrascos e colaboradores nazistas. Oberlander é um deles; no momento, é o último vivo conhecido no país por sua longa batalha para evitar uma deportação. Embora nunca tenha sido formalmente acusado de um crime, ele é apontado pelas autoridades por sua participação num esquadrão da morte nazista que matou pelo menos 20.000 pessoas. Sete décadas depois, num processo tardio e errático da Justiça, a Comissão de Imigração e Refúgio canadense deve decidir agora sobre sua possível deportação depois da revogação de sua cidadania, em 20
O povoado francês que desafiou o fascismo

O povoado francês que desafiou o fascismo

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Erich Schwam nunca esqueceu Chambon-sur-Lignon. O farmacêutico viúvo, francês de origem austríaca, sempre foi muito reservado. Tanto que muito poucos sabiam de sua origem sofrida. Só após sua morte em dezembro, aos 90 anos, quando veio o anúncio de que havia deixado todos os seus bens —quase dois milhões de euros (13,5 milhões de reais)— para Chambon, foi lançada uma luz sobre seu passado e, de quebra, sobre este povoado do Alto Loire que, no momento mais terrível da ocupação nazista da França durante a II Guerra Mundial, acolheu e salvou da deportação milhares de crianças judias, entre elas o próprio Schwam, da mesma forma que havia abrigado republicanos espanhóis que fugiram do franquismo. Uma atitude que levou Chambon, como seus moradores chamam esta comuna de 2.500 habitantes de maiori
À caça do último nazista nos Estados Unidos

À caça do último nazista nos Estados Unidos

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Friedrich Karl Berger chegou aos Estados Unidos em 1959 como um a mais entre milhões de imigrantes europeus que àquela altura buscavam a vida nesta parte próspera do mundo. Ao final da II Guerra Mundial, conseguiu entrar primeiro no Canadá, procedente da Alemanha, mas depois se estabeleceu em Oak Ridge, uma pequena cidade do Tennessee (sul dos EUA). Lá constituiu família ao lado da esposa e da filha, trabalhou fabricando aparelhos para desencapar fios elétricos e se tornou um membro integral dessa prototípica comunidade de subúrbio norte-americano. Também ali Friedrich Karl Berger se aposentou e enviuvou, virou avô e, fechando o ciclo de qualquer biografia banal, estava destinado a morrer. Mas no sábado passado, aos 95 anos, a Justiça dos Estados Unidos o deportou ao seu país de origem por
Ameaças de neonazistas a vereadoras negras e trans alarmam e expõem avanço do extremismo no Brasil

Ameaças de neonazistas a vereadoras negras e trans alarmam e expõem avanço do extremismo no Brasil

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Injúrias raciais, infelizmente, não são uma novidade para a professora Ana Carolina Dartora, 37 anos. Primeiro vereadora negra eleita nos 327 anos da Câmara Municipal de Curitiba, e a terceira mais votada na capital paranaense nas eleições 2020, sua campanha foi permeada por ataques, sobretudo nas redes sociais. Até então, Carol Dartora ―como é conhecida a vereadora filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT)― considerava as mensagens inofensivas. Mas no início de dezembro ―logo após uma entrevista do prefeito Rafael Greca (DEM) na qual o mandatário disse discordar da existência de racismo estrutural na cidade― ela recebeu por e-mail uma mensagem a ameaçando de morte, inclusive com menção ao seu endereço residencial. No texto, o remetente chama a vereadora de “aberração”, “cabelo ninho de ma
O que aconteceu com Trump nos EUA pressagia tempos sombrios para o Brasil

O que aconteceu com Trump nos EUA pressagia tempos sombrios para o Brasil

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A periculosidade de Trump prestes a deixar o poder é revelada pelo fato da presidenta do Congresso americano Nancy Pelosi anunciar ter pedido que o alto comando militar do Exército tirasse de Trump os códigos nucleares da já mítica maleta que sempre acompanha os presidentes em todas as suas viagens dentro e fora do país. Com eles, ele pode criar em qualquer momento ... Faça seu login para seguir lendo Saiba que já pode ler este artigo, é grátis Obrigado por ler o EL PAÍS Fonte: EL Pais
Morre George Blake, o famoso agente duplo britânico que espionou para a URSS na Guerra Fria

Morre George Blake, o famoso agente duplo britânico que espionou para a URSS na Guerra Fria

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George Blake, o famoso oficial da inteligência britânica que trabalhou como agente duplo para a União Soviética em uma das épocas mais conturbadas da Guerra Fria, morreu na Rússia aos 98 anos. Blake, que foi descoberto como espião e condenado em 1961 no Reino Unido, realizou uma fuga legendária de uma prisão britânica, humilhando os serviços de inteligência ingleses. Conseguiu cruzar a Cortina de Ferro e chegar até Moscou, onde a KGB lhe deu a patente de coronel. Foi recebido como herói e aclamado como tal até hoje. Durante seus anos como agente duplo, Blake transmitiu aos oficiais da URSS segredos de importância estratégica que levaram à captura e execução de vários espiões infiltrados nos serviços soviéticos. Nunca se considerou um traidor. O presidente russo, Vladimir Putin, ex-oficial
O advogado judeu que lutou pelas liberdades dos nazistas

O advogado judeu que lutou pelas liberdades dos nazistas

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O líder neonazista Frank Collin (com o braço estendido), em uma manifestação em novembro de 1978 em Saint Louis.Bettmann / Bettmann ArchiveMais informações Em abril de 1977, o líder neonazista Frank Collin anunciou que ele e seu grupo de seguidores fariam uma manifestação em Skokie (Illinois), uma próspera e tranquila localidade de 70.000 habitantes, em sua maioria judeus, que abrigava a maior concentração de sobreviventes do Holocausto nos Estados Unidos depois de Nova York. Após uma decisão judicial que os proibia de passearem com suásticas, uniformes e parafernália nazista entre vítimas do genocídio, Collin recorreu à União Americana das Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) para que defendesse seu direito à liberdade de expressão e manifestação, garantido na Primeira Emenda da Co
A Base: o perigo que sobreviverá a Trump

A Base: o perigo que sobreviverá a Trump

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Raquel MarínMesmo que Donald Trump seja derrotado, sua base de apoio, The Base [A Base], não o abandonará. Os bonés MAGA (“Make America Great Again”), os blusões com o nome de Trump e os adesivos para a coronha da arma são símbolos muito valiosos para 30% dos norte-americanos. Consideram que o “v... Faça seu login para seguir lendo Saiba que já pode ler este artigo, é grátis Obrigado por ler o EL PAÍS Fonte: EL Pais
Olga Tokarczuk: “Esta época de pandemia pode ser interessante para indagar sobre a natureza do homem”

Olga Tokarczuk: “Esta época de pandemia pode ser interessante para indagar sobre a natureza do homem”

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Criar um lugar próprio e gerar em torno dele uma mitologia válida para explicar a vida ou para delinear os limites de nossa incapacidade de compreendê-la é uma meta à altura de poucos autores. García Márquez o fez em Macondo, Cervantes em um lugar de La Mancha e Lewis Carroll no País das Maravilhas. Mas há outro lugar batendo à porta: Prawiek (antanho, outrora), “um lugar situado no centro do universo”. Esse é, provavelmente, a criação mais fantasiosa, imaginativa e transbordante de Olga Tokarczuk (Sulechow, Polônia, 1962), premiada em 2019 com o Prêmio Nobel de Literatura de 2018, ano em que a Academia Sueca o adiou. Prawiek i inne czasy, traduzido no inglês como Primeval and other times, chega agora à Espanha como Un lugar llamado Antaño, título mais recentemente no país da escritora con
Quem matou a sobrinha do Hitler? O mistério ignorado há décadas e que poderia ter mudado a história

Quem matou a sobrinha do Hitler? O mistério ignorado há décadas e que poderia ter mudado a história

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Em 18 de setembro de 1931, em um quarto fechado no segundo andar do número 16 da Prinzregentenplatz, em Munique, era achado sem vida o corpo da jovem Geli Raubal. As primeiras perícias no local e a autópsia levaram à conclusão de que ela havia se suicidado com um tiro no peito, usando a pistola Walther G.35 de seu tio Adolf Hitler, dono do apartamento e com quem tinha mantido uma áspera discussão horas antes. Tinha 23 anos. Segundo algumas testemunhas, o corpo apresentava ferimentos por agressões e tinha o rosto destroçado. A investigação foi concluída em oito horas, o corpo foi cremado, e o laudo do cadáver sumiu. Quem estaria tão interessado em enterrar o caso? Por que a história quase nunca tratou desse assunto, ocorrido em plena ascensão dos nazistas ao poder? “Tentei entender por que